O ponto e a linha
Dezembro 19, 2007
Eu sou um poço de motivos! Não é isso, nem aquilo! É um monte de coisonas e coisinhas. Se eu disser uma coisa, colocar entre aspas e atribuir a alguém que já morreu, o que eu disse nunca poderá ser transformado. Nunca terá possibilidades de interpretações. Vim ao mundo para interpretar, como uma atriz, as contradições. Estou aqui porque me quero viva! Pulsante. Se alguém já disse antes que importância tem? Quem disse que a verdade está no princípio ou na constância? Se eu pintar um quadro de amarelo, que vejam verde, rosa, azul e toda caixa de lápis de cor! Vejam até mais cores que não sei o nome! Vejam! Tudo tem que ser sempre possibilidade de outra coisa porque este é o anjo da humanidade. O grande demônio é aquele que diz que uma coisa tem que ser isto ou aquilo ou isto e aquilo. E o anjo é aquele que diz: pode ser um monte de coisa. Claro, você pode escolher. Mas nunca poderá esquecer que há em cada um, em cada ponto, um infinito!






