A invasora

Maio 12, 2009

As arrogantes traças pensam que podem se alimentar do tempo. Adoram comer aqueles livros amarelados dando a desculpa esfarrapada: “estão esquecidos mesmo”. Ontem, quando eu curtia meu trono junto com umas poesias do Mário Quintana, uma escorregou e ficou lá no piso do banheiro andando lesmeticamente toda, toda… Bem vi que duas letras numa palavra – m…s – me roubavam todo o sentido do poema. Desgraçada! Tirei o relógio de pulso e esmaguei-a com requintes de crueldade. Há há há há… Agora quero ver sua marcha fúnebre, safada! Tic-tac tic-tac. Conheceu papuda! Acha que pode desobedecer as leis de meu reinado?