Foi Einstein quem falou: só o tempo bom passa, o ruim não porque, quando vai, já vai tarde. Vamos fugir? Ele sugeriu. E ela pensando… Sem levar nada roubado não! Mas vamos, vamos sim. Concordou. E ele se referindo às possibilidades… Eu viajaria para lua numa geladeira destas. Ela olhou, observou bem cada detalhe. Abriu a porta do freezer. Gostou. O vendedor vinha vindo. Ele puxou a namorada pelo braço. Vamos! E ela, mas esta não cabe no bolso. Mas cabe nós dois, ele retorquiu.

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Dois homens vieram tirá-los da nave, eram os aeromoços. A receptividade foi boa, muita gente veio vê-los. Era espantosa a semelhança com a Terra, mas a hospedagem… Não tinham direito a quartos privados e o separaram da namorada. Fez amizades, mas ela era insubstituível. Tentou falar com o gerente que eles eram casados… Nada convenceu o homem. Até que um dia deixaram vê-la. Pobrezinha, nem falava de tanta saudade. Nem o reconhecia de tanta saudade… Ele lembrou da conversa que tivera com ela e descobriu: o tempo era ruim, jamais eles se veriam de novo. Aquilo não teria fim. Contou que construiu um banquinho de madeira… O assunto já não era o mesmo. Então tiau. Os caras da TV estão por fora! Não tem graça levar a namorada pra lua. Antes tivesse lhe dado um eletrodoméstico! Concluiu em tons didáticos para o colega Napoleão.

Daniela Mendes