Vandalismo
Abril 7, 2008
Sete horas da manhã. Já estávamos com a chave na inguinição do mundo para dar seqüência ao prosaico. Pela primeira vez eu ia tomar café com ele no restaurante do apart. Abrimos a porta e demos partida.
“Bom dia”
ao selador no corredor que trocava a lâmpada.
“Bom dia”
à mocinha que trocava as roupas de cama.
“Bom dia”
à mocinha que revigorava a bandeja de biscoitinhos de chuva.
Ele quieto, nem um sorriso a ninguém, me perguntou intrigado: “Por que não sou tão simpático?”. Respondi um sorriso amarelo. Meu coração falou assim: “Eu não disse?”. E eu segurando aquilo que se preparava para saltar na ponta da língua como um trampolim: “Sr., se você me amasse como eu te amo seria naturalmente simpático ao mundo como eu sou”. Aquilo não teve coragem de saltar da minha boca, ficou engaiolado aqui dentro de mim até pouco tempo atrás.
“Bom dia”
eu disse ao recepcionista sem muita fé.






