A Livraria das Obras Inéditas


Não tô nem aí pra morte
02/05/2010, 7:56 pm
Filed under: Poesias

E eu que não acreditava
que as coisas tinham gravidade
soube que você atravessou a calçada
abrindo portais para o inferno
e destruindo o céu.
Te escrevi uma carta
dizendo que ainda são maravilhosas
as coisas que tornam a razão incompetente.
E que aqui em casa
ainda não temos pudor
com água sanitária e esponja de aço.
Digo ainda que descobri que as cigarras
não morrem de cantar.
Apenas trocam de pele
e morrem atropeladas,
assassinadas ou de câncer.
Termino a missiva com amor
e a assinatura do meu nome.
Me recuso a fingir que nos encontraremos
e terminar abraços e beijos.
Solto uma gargalhada por dentro
de onde sei que você pode ouvir
e rir também.

Beta grifou isso no meu Trópico de Câncer

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1 Comentário so far
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[…] o documentário lembrei também de duas coisas: da Beta (que rendeu um poema) e do meu romance de verão sem final feliz, que me fez cantarolar aquela musiquinha do Ludov: […]

Pingback por Para retirar manchas de roupas mal vestidas « Walkwoman’s Journal




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